Um brinde à arquitetura gaúcha

Nada melhor que retomar o nosso blog em 2012 com um projeto bem local: o Amélia Teles 315. Concebido pela Smart! Lifestyle + Design, este projeto que mescla linhas e formas simples com arquitetura de qualidade e personalidade marcante, traz um novo conceito em edifícios residenciais para Porto Alegre.

A proposta dos arquitetos foi desenvolver um edifício residencial com 8 apartamentos que variam entre 102 e 127m2, todos com planta livre para que cada morador possa customizar de acordo com seu estilo de vida. O empreendimento, por ser pequeno, cria uma conexão entre a escala humana e o espaço urbano, integrando o morador com a rua, o bairro e a cidade. Cada apartamento possui uma enorme janela que rasga a fachada de fora a fora, trazendo para o ambiente interno um pouco da vista da cidade.

Os materiais construtivos e os acabamentos foram escolhidos com base na durabilidade e na baixa manutenção. A fachada é revestida por pastilhas de vidro, a iluminação das áreas de uso comum é feita por LEDs, e o paisagismo da cobertura foi feito com plantas nativas que necessitam de pouca irrigação e manutenção.

Torcemos para que Porto Alegre se encha de empreendimentos como este!

Boas festas!!

Conceito simples, projeto sofisticado

Um condomínio de casas geminadas, com plantas flexíveis, e com vista para os Alpes Kamnik-Savinja, no norte da Eslovênia.

Quem assina o projeto arquitetônico do Razgledi Perovo Housing são os arquitetos do escritório Dekleva Gregorič Arhitekti, que conseguiram criar um ambiente construído de alta qualidade, com uma arquitetura que se destaca na paisagem, não só pela estética refinada do projeto, mas também pela harmonia com o entorno.

O conjunto de volumes relativamente altos se estrutura a partir de um conceito arquitetônico bastante simples, com o térreo servindo de “pedestal” para cada casa e, sobre ele, dois volumes menores com telhados inclinados, com orientações opostas. As fachadas revestidas em madeira harmonizam o conjunto, dando efeito de continuidade ao projeto.

Apesar da alta densidade do condomínio, os arquitetos conseguiram garantir alguma privacidade aos moradores. Os terraços das residências foram projetados de forma que, a cada conjunto de casas geminadas, fiquem orientados para lados opostos. Assim, os moradores podem desfrutar do contato com a natureza em suas casas sem incomodar ou serem incomodados pelos vizinhos. Nada mal!

 

Pequena e sustentável

Um pequeno volume anexado à casa herdada pela família proporciona o ambiente para se colocar em prática um estilo de vida mais sustentável. Esta foi a idéia que norteou o projeto desenvolvido pelo escritório australiano Andrew Maynard Architects para a casa Ilma Grove, em Northcote, Victoria – Austrália.

Aderindo ao princípio de “small is green”, optou-se por modificar o mínimo possível a parte existente da casa e manter o volume total pequeno. Menos desperdício, menos consumo de energia, menos materiais, menos custo. O resultado é um projeto prático e funcional, que prioriza o aproveitamento da energia solar, mesclando com harmonia o existente e o novo, o interior e o exterior. O volume, esculpido de forma a permitir a entrada de luz solar, gerou uma caixa cujas aberturas revelam as paredes internas revestidas em madeira, contrastando com o tijolo à vista da fachada. O espaço externo se conecta ao interior da casa, de forma a se tornar uma extensão natural do ambiente de convívio.

A escolha dos materiais primou pela redução dos impactos ambientais, buscando minimizar o desperdício, o consumo de energia na produção ou transformação dos materiais, e as emissões de CO2 provenientes do transporte. Assim, optou-se por reutilizar os tijolos demolidos da parte existente da casa, formando o novo volume. Além de não gerar entulho, o resultado foi uma maior harmonia entre a parte existente e a parte nova da construção. Para melhorar o conforto térmico da casa, foram utilizados isolamentos de alto desempenho junto às paredes de tijolos.

O piso interno é revestido com pedra natural local, que, por sua cor escura, absorve os raios solares no inverno, dissipando calor para o resto da casa. No verão, o sol mais alto não chega ao interior da casa, e o piso funciona como uma massa térmica de resfriamento passivo. Esquadrias com vidros de eficiência energética duplos asseguram que o calor fique retido na casa durante o inverno, e reduzem a entrada de calor no verão. Essas estratégias de projeto dispensam o uso de ar condicionado, e reduzem drasticamente a necessidade de aquecimento nos meses mais frios.

Foram instalados painéis solares, captando energia no inverno e jogando de volta à rede o excedente de energia captado no verão. A cobertura verde sobre o dormitório do primeiro piso oferece aos moradores uma vista da cidade.

Patchwork ecológico

Como o enfoque da Innatu é sustentabilidade, não poderíamos deixar de observar as diversas alternativas encontradas para a reutilização de materiais na CASA BRASIL 2011. A preocupação com o meio ambiente está presente tanto na fabricação de alguns móveis expostos na feira, quanto nos próprios stands, que utilizam de maneira criativa materiais de descarte como revestimento, criando efeitos geniais. 

No espaço dedicado à exposição das obras finalistas do Salão Design 2011, maior concurso de design de produtos da América Latina, enormes paineis revestidos com charmosos mosaicos de sobras de materiais fazem a vez de pano de fundo para a mostra.

Confira algumas imagens, e inspire-se também.

Fotos: Leonardo Krug

Design têxtil pra lá de brasileiro

A Innatu prestigiou a 3ª edição da CASA BRASIL. Realizado em Bento Gonçalves, este evento de design e negócios apresenta novidades em produtos contemporâneos de alto padrão para arquitetura e decoração, além de exposições culturais e um Seminário Internacional que contou com a presença dos designers Riccardo Blumer (Suíça), Renato Imbroisi (Rio de Janeiro), Konstantin Grcic (Alemanha) e Fred Gelli (Rio de Janeiro).

Dentre os trabalhos apresentados pelos designers durante o evento, um dos que mais nos chamou a atenção foi o desenvolvido pelo brasileiro Renato Imbroisi, que tem sua trajetória de sucesso baseada na união do  artesanato têxtil com design, sustentabilidade e inclusão social. Carioca de nascença, Renato começou sua carreira como tecelão aos 14 anos, brincando com os retalhos de tecido de sua avó costureira em um tear de pregos construído por ele.

A sua exposição, denominada Desenho de Fibra, reúne objetos criados ao longo de mais de 20 anos de atividade. Estão expostas cerca de 150 peças criadas por Imbroisi em parceria com artesãos têxteis de todas as regiões do Brasil, totalizando em torno de 30 projetos coordenados por ele, entre os quais: Capim Dourado – Jalapão, Tocantins (Região Norte), Muquém – Minas Gerais (Região Sudeste), Bichos do Mar de Dentro – Rio Grande do Sul (Região Sul), Flor do Cerrado – Distrito Federal (Região Centro-Oeste), Paraíba em Suas Mãos – Paraíba (Região Nordeste). A ambientação deste espaço conta com  100 painéis tecidos à mão utilizando diversos tipos de fibras, produzidos em Muquém, Minas Gerais, especialmente para a exposição.

Fotos: Leonardo Krug

Estilo compacto

Que tal morar em uma cobertura de 24m²? Apertado? Nem tanto!

O projeto da arquiteta Barbara Appolloni para o apartamento do fotógrafo Christian Schallert, localizado no Born – charmoso bairro de Barcelona – acomoda com graça e criatividade todos os móveis e equipamentos necessários para se viver com conforto e muito estilo.

O projeto foi inspirado no mobiliário e na economia de espaço dos barcos, com as linhas limpas das pequenas casas japonesas. O apartamento parece um cubo vazio, que vai se transformando à medida em que o morador desempenha as diversas funções do dia-a-dia.

E com direito a um agradável terraço para se apreciar a vista e o ar livre!

Em contato total com a natureza

A escola Panyaden, localizada no sul da cidade de Chiang Mai, na Tailândia é uma escola particular bilíngüe com abordagem budista e tem como objetivo oferecer uma educação que integra princípios budistas e consciência verde.

O escritório 24H Architecture foi o responsável pelo projeto da escola de 5000m² que consiste em um arranjo informal de pavilhões organizados ao longo de caminhos inspirados na forma de uma samambaia. O objetivo da escola é de proporcionar uma atmosfera pacifica e em contato com a natureza podendo usufruir dela e viver uma vida ambientalmente consciente. Portanto optou-se na utilização de materiais de baixo impacto ambiental na sua infra-estrutura como pedra, bambo e terra/barro.

Existem duas técnicas construtivas aplicadas na escola: 1ª a construção com tijolos de adobe são feitos de argila, areia e materiais orgânicos, como casca de risco ou serragem. A 2ª é a taipa, que é uma técnica construtiva mais antiga usada para construir paredes e pisos. Matérias-primas como cascalho, argila e areia são misturados e depois, batidos. Quando as estruturas de terra batida e paredes de adobe são demolidas no final do ciclo de vida a terra será devolvida ao solo e pode ser reciclada novamente.

As paredes de terra socada e pisos, paredes de adobe juntamente com a forma livre da estrutura de bambu são ótimos para ventilação. As paredes de terra são muito eficazes na absorção de calor e cumprem todos os critérios que se deseja de uma parede: isolamento de calor e frio, bem como isolamento acústico, além de ser um regulador de umidade portanto cria um equilíbrio natural circundante. Portanto não há necessidade de ar condicionado, exceto nas salas com computadores.

Existem dois tipos de edifícios, os do tipo pavilhão sala de aula e os sala tipo pavalhão.

As pavilhões salas de aula são com paredes de taipa dividindo em 3 salas de aula e com paredes externas de adobe. As janelas de vidros emolduradas por madeiras recicladas locais e vidros de garrafas e de maquinas de lavar roupa servem para trazer luz natural as salas de aula. Os armários e prateleiras são feitos de adobe e integram-se com as paredes.

As salas tipo pavilhão são utilizadas para funções comuns como cantina e sala de montagem. Colunas em feixes de bambu saindo de fundações de pedras para uma copa de bambu dando a sensação de caminhar por uma floresta de bambu. Outros locais como parque infantil, em volta da piscina, sala do Buda, etc., se parecem com pássaros. Tudo foi projetado inspirado em elementos encontrados na natureza e na vida diária dos tailandeses.

Toda a escola foi construída em bambu local à prova de água e tratado naturalmente para suportar os elementos.

Espaços para o cultivo de vegetais, orgânicos e arroz na propriedade da escola também foram planejados. Outra preocupação com o meio ambiente é manifestada através do tratamento de águas residuais, reciclagem de resíduos e de alimentos que produzem fertilizantes orgânicos e biogás para cozinhar.

A combinação perfeita entre a ecologia e arquitetura levou à concepção e construção de desta escola sustentável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Idéias práticas para tornar o mundo melhor

Difícil resistir a uma folhada neste livro… e depois de dar uma olhada em suas páginas, impossível não comprá-lo. “1001 Maneiras de Salvar o Planeta”, de Joanna Yarrow (Publifolha, 2007), apresenta idéias simples de se colocar em prática para garantir um futuro melhor e ajudar a cuidar do nosso planeta, através de pequenas mudanças em nossos estilos de vida. São 1001 formas de economizar energia e água, de poluir menos o ar, de utilizar alternativas aos produtos industrializados, de trazer hábitos mais saudáveis para o nosso dia-a-dia, concentrando nossas atitudes naquilo que realmente colabora com a preservação da natureza. As dicas são ótimas, distribuídas em 384 páginas com ilustrações de encher os olhos.

“Se muitas pessoas pequenas em muitos locais pequenos tomarem pequenas atitudes, elas poderão mudar a face da Terra” (provérbio africano).

E, de fato, a autora nos chama a atenção para uma importante realidade: “Jamais subestime o impacto de suas ações.”

Presença discreta

A paisagem particular de Mar Azul, com seu bosque de coníferas junto à praia e sua topografia acidentada, serviu de inspiração para os arquitetos do escritório argentino BAK Arquitectos ao projetarem a Casa de Hormigón (1° Premio Vivienda Unifamiliar Aislada, Bienal de Arquitectura del Colegio de Arquitectos de la Provincia de Buenos Aires 2007). Como condicionantes, haviam: baixo custo da obra, rápida execução, manutenção externa da casa quase nula, e o mínimo impacto na paisagem local.

Desta forma, o projeto resultou em um prisma de concreto de proporção alongada e com altura mínima, para não interferir na vista que se tem dos terrenos vizinhos, e localizado na parte mais plana do terreno inclinado, com 6m de diferença de nível de uma diagonal a outra. A solução construtiva utiliza um envoltório de concreto com agregado plastificante que garante resistência e impermeabilidade à fachada e à laje de cobertura, dispensando o uso de outros acabamentos e permitindo que o concreto fique aparente, o que também reduz o custo da obra e a necessidade de manutenção. As fôrmas da estrutura de concreto foram confeccionadas com tábuas de madeira, conferindo textura às superfícies e permitindo que a obra se expresse em harmonia com o bosque.

A calefação dos espaços de convívio social e do primeiro dormitório é feita através de uma lareira, e os banheiros e o dormitório principal são aquecidos por um sistema de placas elétricas. A iluminação natural chega a todos os ambientes através dos panos envidraçados das fachadas e de uma clarabóia junto ao volume da lareira, criando efeitos de luz que variam conforme a hora do dia. O controle da luz e das visuais é feito através de cortinas do tipo black out. Os arquitetos optaram por manter a qualidade da paisagem natural sem ajardinamento, o que apresenta a vantagem de não exigir mais manutenção do que a remoção dos pinheiros que vão secando.